Edição de Junho de 2004
A hora do vidro
Ele deixa a luz entrar, abre a casa para o exterior e separa ambientes com suavidade. Além dessas vantagens, esse material milenar se apresenta com requisitos intrínsecos à vida moderna: segurança, durabilidade e conforto térmico e acústico. Por isso, aos poucos, vai ocupando espaços, do hall aos quartos, do piso ao teto. "Hoje, a chamada nanotecnologia (manipulação de átomos e moléculas) permite produzir vidros como o autolimpante e o antiembaçante", completa Lucien Belmonte, superintendente da Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro).
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Laminados: segurança extra
Um sanduíche de dois vidros com um filme de PVB
(polivinilbutiral) no meio, incolor ou colorido. Essa é a
receita desse tipo de vidro, que oferece segurança ao
garantir que, em caso de quebra, os cacos fiquem
grudados no PVB. "As espessuras variam de 6 a 12
mm, mas é possível fazer placas de até 50 mm", diz
Alexandre Rodrigues, promotor técnico da empresa
Cebrace. "O PVB barra mais de 99,5% dos raios
ultravioletas, protegendo ambientes e móveis do
desbotamento, e ainda permite um ganho acústico",
destaca Luciano Arruda, da Solutia. É recomendado
em guarda-corpos, pisos, coberturas e fachadas.
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De onde vem a cor?
As empresas processadoras usam três técnicas para
colorir o vidro. Nos laminados, a aplicação do filme de
PVB, feita sob pressão e em altas temperaturas, é a
mais comum. Já a resina, à base de poliéster, é um
processo a frio. "Líquida, ela é catalisada com
peróxido e se transforma em plástico colorido dentro
das duas chapas", diz Fabio Giannattasio, da empresa
paulista Effectus. "Na serigrafia, o vidro comum recebe
a esmaltação sobre uma tela própria e vai ao forno
para a tinta impregnar", conta Geraldo Romano, da
empresa Pacaembu, de São Paulo.
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Como comprar e transportar
Quem adquire qualquer material hoje se preocupa
com a certificação. No caso do vidro, existem normas
da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT),
que tratam da aplicação na construção civil. Segundo
Silvio Ricardo Bueno, coordenador de normatização da
Andiv, "elas são facultativas e as empresas já começam a entender a
importância da certificação". Se você pretende investir
no produto, compre-o no final da obra, pois não poderá
estocá-lo. "O transporte exige veículos próprios e
caixas de madeira acolchoadas. Conforme o tipo de
vidro, há inclinações específicas e borrachas de apoio,
além de um número máximo de placas por pilha",
avisa Ricardo Macedo, da Engevidros.
Temperados: resistência maior
Submetido a um choque térmico, o vidro temperado
adquire resistência cinco vezes superior ao comum. Ao
quebrar, desmancha-se em pequenos fragmentos
pouco cortantes. As espessuras em geral vão de 4 a
12 mm (mas também pode ser encontrado em 15 e 19
mm). Já existe uma certificação (não obrigatória)
conferida pelo Instituto Nacional de Metrologia,
Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) que
garante a conformidade às normas da ABNT para
vidros temperados. Deve ser usado em portas,
janelas, boxes e em estruturas com função
autoportante (de sustentação).