O dinheiro era curto. Mas o carinho que envolveu o projeto, enorme. Camila, primeira filha do arquiteto Guilherme Mattos, de Mogi das Cruzes, SP, estava de casamento marcado com Rodrigo. Para o pai, o sentimento era uma mistura de saudade e felicidade, pois a garota de 23 anos saía de debaixo das suas asas para ganhar o mundo. Os namorados tinham as economias justas, mas podiam contar, até de sobra, com as boas idéias de Mattos. "Se por um lado eu precisava desenhar a construção num plano crítico em economia, por outro era fundamental estar atento à sua importância", diz o arquiteto. Ao colocar as mãos no projeto, ele tratou de criar uma "pequena-grande casa". Grande em soluções e mesmo no tamanho. Mas pequena nos custos para que coubesse no bolso dos jovens.
Pontos de economia
Os dois pavimentos da casa tiraram partido do formato irregular do terreno, em declive (cai em relação à rua). A estrutura de concreto utiliza pilares embutidos na alvenaria. Para protegê-la do contato com o solo, foram aplicados revestimentos plásticos e manta asfáltica (Otto Baumgart) sob o contrapiso. No acabamento, a ordem foi racionalizar o uso dos materiais:
Cobertura: recebeu a telha Canalete 90, da Eternit. Como são grandes (0,90 x 9,2 m), sete unidades bastaram para cobrir o primeiro pavimento. Ganhou-se tempo na instalação das telhas,
postas de uma só vez sobre a manta de lã de rocha que protege a laje.
Acabamento da escada: ela liga o térreo ao subsolo e levou pedra ardósia, uma das mais baratas do mercado, encaixadas na estrutura de ferro.
Sobras de granito e cerâmica: solução para formar o tapete da entrada.
As três etapas mais econômicas...
| fase da obra |
quanto gastou |
qual é a média |
| Estrutura de concreto |
8,3% |
14 a 22% |
| Cobertura |
3,7% |
4 a 8% |
| Revestimentos gerais |
14,8% |
14 a 32% |
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