Arquitetura & Construção
 
 
 
 









 
Edição de fevereiro de 2005
4 pontos de atração
O condomínio sossegado, a casa farta de luz, os ambientes ventilados e um grande espaço integrado para receber os amigos são os trunfos desta construção de 214 m2.
Depois de muitos anos morando num apartamento abafado em meio ao movimento de Belo Horizonte, o dono desta casa sonhava viver num lugar acima de tudo silencioso. Queria também uma construção iluminada, fresquinha e bastante integrada, com espaço para receber os amigos. Foi com esses desejos em mente que o jovem executivo mineiro encontrou o local ideal: um condomínio rodeado de verde em Nova Lima, a 16 km da capital. Na região, recém-casados e jovens solteiros têm a chance de construir a casa dos sonhos. Justifica-se: é possível encontrar terrenos a preços acessíveis (em 1998, pagou R$ 20 mil por 2600 m2), que oferecem tranqüilidade para resgatar a qualidade de vida que já não existe na metrópole. Assim, dono do seu pedaço de chão e com orçamento limitado, o executivo encomendou o projeto aos arquitetos Camilo Gazzinelli e Álvaro Drummond. O resultado é uma construção de linhas contemporâneas e cheia de detalhes espertos (veja boxe no fim da reportagem). Econômica, ficou pronta em oito meses e saiu por R$ 654 o m2 . Valor abaixo dos R$ 682 por m2 definido para casas de padrão médio, segundo índice publicado na Arquitetura & Construção de dezembro de 2002, quando a obra foi concluída. Segundo Gazzinelli, as limitações monetárias levaram os arquitetos a criar soluções simples, que demandaram materiais básicos, fáceis de trabalhar. "No projeto original, toda a estrutura da construção seria metálica. Mas o alto custo da execução nos levou a mudar para concreto armado, com paredes de tijolos cerâmicos", conta Drummond. O proprietário, que atua na área comercial, conhece muitos fornecedores. Assim, obteve descontos especiais em vários produtos. Em alguns casos, conseguiu comprá-los diretamente dos fabricantes. O bom entrosamento do cliente com os arquitetos também rendeu idéias bacanas, como a mesa móvel da cozinha (veja foto à dir.). Foi ainda a pedido dele que implantou-se uma quadra de peteca junto à varanda dos fundos, completando o lazer, que acontece dentro e fora da casa. Para o morador, não falta mais nada: "Tenho muitos amigos que adoram cozinhar e vêm aqui nos finais de semana testar suas receitas. Todo mundo participa. Se o dia está mais frio, basta acender a lareira e a diversão é garantida".

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3 boas sacadas

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Aberta aos amigos
Distribuição: Como pedira o morador, os arquitetos projetaram um grande ambiente sem paredes no térreo. Ali, sala de jantar, estar com lareira e cozinha dividem o espaço de 53 m2, que ainda inclui um cantinho só para TV. Uma porta isola toda a ala de serviços, e o quarto de hóspedes, que forma um bloco à parte, tem sua privacidade garantida. Para chegar lá, é preciso percorrer um corredor que nasce no escritório. No mezanino, a suíte com closet de uso exclusivo do morador.

Fundação: a casa foi erguida na parte mais alta do terreno com leve declive. Como a sondagem não detectou a necessidade de fundações profundas, vigas apóiam as paredes estruturais, enquanto tubulões sustentam as quinas, num tipo de fundação chamado sapata corrida.

Projeto:
Camilo Gazzinelli e Álvaro Drummond
Projeto estrutural:
Maurício Troncoso
Construção:
O Grosso da Obra
Paisagismo:
Myrtes Amaral Silva
Reportagem:
Lucila Vigneron Villaça e Renata Martins
Fotos:
Eduardo Eckenfels