Apenas 235 km separam Cunha e a capital paulista. A distância animou o casal, que, com a mudança de endereço, trocaria radicalmente de vida mas poderia matar a saudade do agito da metrópole sempre que quisesse. Dar forma ao que seria a sede da fazenda da família foi tarefa dos arquitetos João Vicente Simão Cunha e Luiz Otávio Mello, de São Paulo, que já haviam trabalhado para os clientes. Espaço tinha de sobra, mas os profissionais acharam que o melhor ponto para erguer a nova moradia era justamente o local onde existia uma antiga casinha, hoje demolida. Dali, a vista do pasto era privilegiada. Eles elaboraram o projeto em três blocos que abraçam a piscina e se voltam para a paisagem. Três suítes para hóspedes e três para a família completam o primeiro. Uma passarela coberta liga essa ala de dormitórios ao bloco onde estão a sala e a cozinha. Finalmente, a churrasqueira e a sauna fecham o canto do lazer. O engenheiro paulistano Júlio Franco da Costa, que também trabalhara para o casal, foi eleito para tocar a obra. Os 612 m2 ficaram prontos no exíguo prazo de um ano.
Construir à distância
Um imenso acampamento para 30 pessoas, um refeitório e um galpão de marcenaria ocuparam parte da fazenda antes do início da obra. Acostumado a trabalhar em Paraty, RJ, e em outras cidades da redondeza, o engenheiro paulistano Júlio Franco da Costa conhecia o caminho das pedras para ter sucesso na empreitada. Levou pedreiros de São Paulo e visitava semanalmente o local. Organizou uma rede de fornecedores no Vale do Paraíba de Taubaté, por exemplo, vieram os materiais da laje e da fundação. Mas nem por isso deixava de cotar produtos de lugares mais distantes: as telhas são de Bragança Paulista, e o ferro da estrutura, da CSN, de Minas Gerais. Acabamentos chegaram de São Paulo. Do norte do país, veio o jatobá, que foi transformado em caixilhos no galpão de obra marceneiros seguiram os desenhos dos arquitetos e fizeram tudo no local.
[img1][img2][img3]
[img4][img5]