Edição de fevereiro de 2005Tudo certo, iniciou-se a reforma de nove meses, prazo em que divisórias vieram abaixo e novos cômodos surgiram para tornar a moradia mais espaçosa e confortável. O custo total não foi econômico, especialmente por causa da escolha de acabamentos de alto padrão. "Essa etapa responde por 15% a 32% dos custos", explica a arquiteta. Eles compraram itens mais caros que o previsto e excederam esse valor. A construção remodelada agradou em cheio à família e, depois disso, eles não querem mais sair de lá. "As viagens de fim de semana diminuíram. Agora, se podemos escolher, preferimos ficar em casa", diz a moradora.
Este tipo de compra vale a pena?
Para este casal, arrematar a obra inacabada foi um bom negócio, pois o pagamento à vista gerou um desconto de 20% no valor do terreno. "Não tivemos que esperar a construção ser erguida e terminamos a casa como queríamos", diz o morador. O arquiteto e empreiteiro Leonardo Bichara, de São Paulo, concorda quanto à economia na compra. "Nesse tipo de negociação geralmente considera-se a obra praticamente como perdida", afirma. Ele lembra, porém, que é preciso prestar atenção no sistema de construção realizado para saber se vai permitir as modificações desejadas. "É interessante examinar o projeto da casa, o tipo de fundação e até conversar com o vizinho para averiguar por que a obra está sendo vendida", comenta. Já o empreiteiro paulista Antônio Carlos Souza Moura diz que a economia no terreno pode se traduzir em gastos futuros. "Se o telhado foi malfeito, terá que ser desmontado e montado novamente", fala. Moura aconselha levar um profissional até o imóvel antes da compra e verificar se a obra seguiu as normas cabíveis.
Mudanças na planta rendem 63 m2
A prioridade da reforma era aumentar o tamanho dos cômodos e integrar a cozinha à área de lazer, onde já havia uma churrasqueira e foi incluída a piscina. Os 63 m2 de acréscimo conferiram sensação de amplitude à casa, reforçada ainda pelas novas dimensões das janelas.
A suíte do casal cresceu ao ocupar o closet e a sacada. Também ficou mais arejada e ventilada sem falar na vista , pois comunica-se com dois terraços.
Dica: aberturas em paredes opostas refrescam o ambiente; mas isso deve ser avaliado caso a caso para não criar indesejadas correntes de ar.
A sala de TV ocupa o que seria um dormitório, acrescido do banheiro e de uma pequena sacada. O espaço ficou agradável e amplo porque estende-se pela nova varanda com deck. A comunicação é total graças à porta sanfonada, que libera completamente o vão da esquadria.
O banheiro construído para o bebê usa a mesma rede hidráulica do outro. Como as instalações não estavam prontas, foi possível definir sua localização, sem gastar demais.
Dica: alinhar banheiro, cozinha e lavanderia barateia a rede hidráulica. Em casas grandes, é comum ter que usar mais que uma prumada duas é adequado a uma construção deste porte.
Em cima da garagem surgiu outro cômodo (o quarto dormitório). Como já havia uma laje sob o telhado, bastou remover a cobertura e erguer as paredes.
O lavabo (antes, espremido embaixo da escada) foi parar na varanda, de onde roubou 4,20 m2. No novo local, a meio caminho da área de lazer e da sala de estar, atende à piscina, funcionando como vestiário.
Para integrar sala de estar e jantar, copa e sala de TV formando um ambiente único , removeram-se muitas paredes. A mudança exigiu um recálculo da estrutura, solicitado ao autor do projeto inicial, e demandou o reforço das vigas.
Dica: não remova vigas ou pilares sem verificar a segurança da obra. Contate primeiro o profissional responsável pelo projeto afinal, ele já o conhece.
O lugar da cozinha, do quarto e do banheiro de empregada foi invertido. Antes, estes dois ficavam numa área nobre da construção. Agora, os ambientes de serviço (lavanderia e despensa incluídas) ocupam a lateral da casa. A cozinha se comunica com a churrasqueira.