Se hoje o acesso à casa de 870 m2 é difícil, há seis anos, quando o terreno de 30 hectares foi comprado na península de Maraú (sul da Bahia), ele nem existia. O construtor Fernando Pereira de Azevedo teve de começar os trabalhos pela estrada. Abriu uma picada ligando a rodovia principal à praia e demarcou o caminho para que sua equipe erguesse um galpão, misto de oficina e alojamento. Por dois anos, foi daí que saiu toda a madeira talhada a mão usada na casa, um trabalho do escultor holandês Servatius Hoogenboom - há 30 anos radicado no Brasil. Mas nem só com a marcenaria se ocuparam as mais de 20 pessoas envolvidas na obra. Devido à maresia, cada prego e cada parafuso foram duplamente galvanizados antes de sua utilização. As pedras das fundações e do revestimento de paredes, facetadas uma a uma, consumiram um dia de trabalho por metro. "A casa resultou do trabalho de mãos habilidosas, de gente que queria assinar um projeto integrado à beleza quase intocada da região", conta Fernando.
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