Paredes sólidas (foto maior) Localizado numa área plana e com solo firme, o chalé leva tijolos maciços, que isolam o frio. No acabamento, textura azulclara (Terracal, da Terracor) e clapboard - imitação de réguas de madeira, feita com argamassa sarrafeada e pintada.
Disposto a erguer um chalé onde pudesse descansar, reunir os amigos em refeições informais e acolher os filhos, um empresário paulista convocou a arquiteta paulista Carmen Mansor. 'Ele me pediu telhados, tesouras de madeira e janelas brancas. É sua versão do conforto', resume a profissional (sócia de Fernando Azevedo e Tiza Kann, ela foi a encarregada do projeto). Carmen traçou uma construção compacta, assentada a meia-altura do lote de 3 mil m2 - em nome da privacidade e do panorama. Spa, quatro lareiras e assoalho de demolição entraram no pacote. 'Trazem mais aconchego', diz ela. A obra, tocada por uma construtora da região que tinha na manga equipes testadas e aprovadas, se cumpriu em quatro meses. 'Visitas semanais de Carmen sanaram as dúvidas', diz Emilio Antonio Farah, o engenheiro responsável.
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Favorito em cidades montanhosas como Campos de Jordão, SP, o estilo alpino (repleto de pinheiros e tuias) deu lugar a uma solução mista. A paisagista paulista Walkíria Fernandes preferiu espécies nativas e estrangeiras diversificadas - resistentes ao frio. Para um resultado mais natural, a topografia do terreno foi respeitada. Grama-são-carlos (de cor vibrante e com folhas largas que retêm água) e plantas que florescem em todas as estações enfeitam o jardim. 'A implantação do paisagismo durante a obra significou economia. Drenos e canos foram preparados prevendo-se pergolados, pisos, escadas e níveis', diz Walkíria.