Casa Cor Brasília
A mostra acontece entre os dias 26 de setembro e 04 de novembro de 2009, no Clube do Servidor (SCEN – Setor de Clubes Esportivos Norte – lotes 1ª e 1B, trecho 03 – L4 norte). De terça a domingo, das 12h às 22h. Os ingressos custam R$ 30, sendo que idosos e estudantes pagam metade.

Casa Cor Brasília revitaliza o Clube do Servidor

A 18ª edição do evento tem um andar reservado para ambientes comerciais

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Com o tema sustentabilidade e homenagens ao paisagista Roberto Burle Marx, que tem sua marca em vários jardins da capital federal, a 18ª edição da Casa Cor Brasília traz 61 ambientes. O evento acontece no Clube do Servidor, que tem cinco dos seus 18 mil metros quadrados, ocupados por novas construções. Entre as novidades deste ano, há um andar reservado para ambientes comerciais, como quartos de hotel, escritórios, lojas e consultórios. O clube era um local de lazer e de festas, mas estava abandonado há 11 anos. Sediar a Casa Cor foi uma oportunidade para que o espaço fosse revitalizado. A página de Casa Cor, no Casa.com.br, mostra todas para você, inclusive a Casa Kids, a Casa Hotel e o BGourmet, que aconteceram em São Paulo. Participe da cobertura também via Orkut e Twitter.

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  • SPA. Instalado sobre um deque de madeira, o ofurô é o ponto forte do ambiente com clima zen. Atrás dele, adesivo de vinil com foto de Márcio Borsoi reproduz a natureza através da casa de joão-de-barro apoiada sobre enormes galhos de árvore. Graças ao feixe de fibra óptica do teto, tem-se a sensação de céu estrelado. Para incrementar, a arquiteta Maria do Carmo Araujorge investiu na pequena poltrona de madeira e nas chaises estofadas dispostas ao lado da mesinha iluminada por um poderoso pendente. Kalanchoes plantados em tina de cobre enchem de graça o spa.
  • Galeria. Criados pelas designers de interiores Angela Borsoi e Sonia Lacombe para dar unidade aos dois ambientes, os bancos de descanso têm desenho de Burle Marx impresso no tampo. O paisagista também é o autor da toalha pintada à mão que cobre a mesa. Confira o arranjo de flores e o jardim vertical tomado por bromélias, os dois inspirados em trabalhos dele. Em frente à parede pintada com listras cinza, preto e branco, o balcão azul bolado pelas profissionais aceita as mesas e cadeiras de fibra sintética no espaço reservado para o cibercafé. Piso de PVC reciclado no tom ébano e luminárias de alumínio completam o cenário.
  • Livraria. Em tom neutro, o papel de parede italiano tem delicadas estampas de folhas e enche o ambiente de glamour. Para combinar com essa base discreta, a arquiteta Ana Barata escolheu móveis de linhas limpas. Quase invisível, o aparador de acrílico contrasta com a peça original de cerejeira assinada por Zanine Caldas que apoia alguns livros. Sobre o tapete chinês de seda sintética com toque macio, poltronas de couro ecológico branco se integram ao visual clean junto da estante de MDF certificado com revestimento de laminado melamínico desenhada por Ana. A pintura de acrílico sobre tela que retrata o designer é de Mario Barata.
  • Loft do jovem casal. Em busca de aconchego, a arquiteta Lara Barroco investiu em materiais sofisticados e despojados, e adotou matizes que passeiam entre cru, bege, marrom e preto. Apenas o verde das plantas e toques de uva incrementam essa paleta. Destaque para o arranjo criativo na sala de jantar, onde a escultura de Cássio Lázaro e o pendente de cristal preto tiram a sobriedade da volumosa mesa de madeira de demolição e emprestam requinte ao espaço integrado ao living e à cozinha. Ali, a bancada de granito marrom combina com a estante que deixa utilitários e livros de receita à mão. Poltronas de couro sintético e almofadas de camurça garantem conforto.
  • Sala de Jantar. Sobre o tapete persa, o jogo de quatro peças retangulares de laca brilhante bege forma uma vistosa mesa quadrada com tampo espelhado de cor bronze. Para valorizar a composição, a arquiteta Bárbara Paiva, mentora do espaço, definiu cadeiras de laca preta fosca forradas com tecido ora liso, ora listrado. O lustre preto de cristal lapidado a mão reina no centro da mesa, reforçando a elegância. Uma lareira embutida num painel de ônix aquece o ambiente ao lado do papel de parede marrom com arabescos em tom cobre.
  • Café Nextel. Inspirada em suas raízes mineiras, a arquiteta Luciana Sofia criou um ambiente marcado pelo aconchego e por ideias espertas. Misturou mesinhas de centro de vidro com outras maiores feitas de latas de leite reciclado e tampo espelhado e brincou com a discrição do sofá e das cortinas de linho que pendem do teto e das cadeiras, algumas com assento de fibra natural, outras de couro. Um tapete de ladrilho hidráulico se insinua no piso revestido de porcelanato e assegura o clima junto às peças barrocas trazidas de Minas Gerais.
  • Banho do casal. A cor forte e a famosa grife do revestimento dão personalidade ao projeto da arquiteta Alessandra Fatureto, idealizado para proporcionar conforto e liberdade ao casal, que, aqui, não precisa dividir o chuveiro nem a bancada. Apenas a banheira dupla, colocada sobre o deque elevado, serve aos dois com hidromassagem e cromoterapia. Linhas retas e formas limpas emprestam um tom atual ao espaço decorado apenas com elementos essenciais. Sob as bancadas, plataformas ajudam a apoiar objetos e dispensam a presença de armários.
  • Festas. Veio de um painel assinado por Burle Marx a inspiração da montagem deste ambiente concebido pela decoradora Valéria Leão Bittar, pela produtora Narciza Leão e pelos arquitetos Gustavo Goes e Simone Turíbio. O quarteto lançou mão do gesso e inventou moda com linhas e volumes, criando um belo efeito no teto. Graças a um caprichado projeto luminotécnico, o contraste de luz e sombra cria a sensação de volume e dá a impressão de se estar em diversos espaços. Poucas mesas e sofás generosos junto das paredes deixam a área livre para a festa onde a luz é o brilho maior.
  • Antiquário. De olho na mistura harmoniosa de estilos, a arquiteta Silvana Andrade privilegiou uma ambientação limpa – marcada por alguns móveis de ar contemporâneo, outros mais retrô – e iluminação pontual. O resultado? Obras como peças sacras e escultura de Ceschiatti, entre outras, se evidenciam no conjunto. A luminária de cristal também chama a atenção no espaço coberto por papel de parede, tapetes persas sobre o piso amadeirado no padrão carvalho e xales de linho nas janelas.
  • Lavabo. Parece uma instalação a bancada de mármore que camufla a caixa de iluminação embutida no seu interior. Como a espessura muito fina, de 5 mm, deixa a pedra transparente, a luz fluorescente produz belo efeito. O volume parece flutuar no espaço dos arquitetos Gislaine Garonce e Marcelo Martiniano. Os tons marrom e bronze dominam: nas paredes, o papel escuro tem textura de linho e divide a cena com as pastilhas de madrepérola – conjunto que imprime sofisticação.
  • Estar. Chique e acolhedora. Para montar uma sala assim, a designer de interiores Marcela Passamani combinou sofá de linho, poltronas de seda e tapete de náilon brilhante, tudo na paleta cáqui. O contraste vem das estantes de couro natural pespontado e de laca brilhante, das banquetas da mesa de degustação e do pendente, todos azul-marinho. Entre as almofadas de vários tecidos que seguem as nuances do ambiente, algumas de lona de caminhão bordadas à mão. Dourado, o painel de croco natural atrás do sofá e o adesivo coroam essas escolhas ao lado das esculturas de aço polido assinadas pela artista Ana Paula Castro.
  • Quarto da Criança. A designer de interiores Ana Valéria Valle apostou na marcenaria, na iluminação pontual e nos detalhes imaginativos para garantir um toque especial à decoração do espaço. Ela se valeu de adesivos com figuras de robôs e de pecinhas de um jogo de encaixe nas cores azul, vermelho, verde e amarelo para decorar paredes e criar uma moldura para o vidro de lembretes posicionado atrás da bancada de estudos. De MDF com acabamento de lâminas de carvalho, a cama suspensa propõe momentos de diversão para o morador. O tapete felpudo de tom cru entra na brincadeira.
  • Praça Casa Cor. Junto do córrego que serpenteia em meio ao verde, o exuberante jogo de cores, formas e texturas dessa paisagem é uma festa para o olhar. São mais de 1 000 m² repletos de mais de 30 tipos de plantas e áreas de descanso sinalizadas por banquinhos de madeira lindamente ornamentados com almofadas. Do pergolado de eucalipto certificado com deque de ipê, avistam-se palmeiras, azaleias, moreias, estrelítzias em meio a tantas outras espécies eleitas pelo engenheiro agrônomo e paisagista Cleber Depieri e pelo designer de exterior e paisagista Gabriel Souza para promover uma pausa para o bem-estar.
  • Jardim da encosta. Disposto a criar um cenário monumental, o paisagista Nil de Souza projetou algumas instalações em meio ao verde. Bolou uma estrutura de metal coberta por Lycra amarela tensionada para abrigar um estar de contemplação. Vasos de flor e uma chaise prometem momentos de relax voltados para a vegetação delineada por palmeiras do cerrado e mudas de buxinho em várias formas e tamanhos. Sobre esse espaço, uma estrutura vazada de eucalipto de 8 m de altura recebeu Lycra vermelha tensionada em formas geométricas. Ao lado, o canteiro decorado com folhas de filodendro de ferro evidencia a iluminação pontual.
  • Galeria de arte. Por conta da iluminação cênica, as obras de arte assinadas por Marília Bulhões se destacam no espaço da arquiteta Juliana Bulhões, filha da artista. Determinada a deixar os 11 acrílicos sobre tela como estrelas únicas, ela imaginou um layout minimalista. Apenas os banquinhos indianos de metal entraram na cena bem marcada pelos quadros, a maioria pintada depois de uma viagem de pesquisa de cores e formas que Marília fez pela Índia anos atrás.
  • Escritório. A sobriedade é uma marca forte no ambiente concebido pelo arquiteto Guilherme Rodrigues. O tom ocre metálico das paredes é interrompido pelo painel de cerâmica que sobe do piso e dá movimento à decoração. Atrás de um espaço multifuncional, ele planejou uma bancada de madeira para funcionar como estação de trabalho e promover a interação durante as reuniões. Alguns clássicos entram em harmonia com esse clima. Espie as poltronas Barcelona, de Mies Van der Rohe. Juntas formam um cantinho de estar.
  • Sala de reuniões. O luxo se mescla ao clássico na proposta da arquiteta de interiores Lenny Mendes. Para contrastar com a mesa de laca preta brilhante que segue pela parede até formar um painel que rasga o teto com pontos de iluminação, muito dourado entrou em cena. Aparece no papel de parede no tom ouro envelhecido, nos espelhos-d’água revestidos de pastilhas banhadas a ouro ressaltadas por pontos de fibra óptica, na moldura do quadro e na estátua egípcia de bronze maciço. Em equilíbrio com tanto brilho, o tapete aubusson, as cadeiras forradas de couro e o carrinho de chá de madeira que serve de apoio aos encontros.
  • Contêiner contemporâneo. Provoca o olhar o tom sustentável e contemporâneo do projeto das arquitetas Alice Ribeiro e Raquel Lima, que lançaram mão de dois contêineres sobrepostos para criar surpresa com a forma inusitada e abrigar vários ambientes. Na varanda, confortáveis poltronas de fibra de bananeira receberam almofadas com estampa de folhas. No deque suspenso, apenas a escultura de um tatu de Ramon Rocha se evidencia. Móveis de ar contemporâneo dispostos pelo lounge entram em sintonia com o conceito divertido desta proposta.
  • Quarto do rapaz. É um múltiplo espaço o projeto da arquiteta Patrícia Orlandi e da designer de interiores Adriana Orlandi pronto para dormir ou receber os amigos. Uma divisória suspensa de gesso revestida de laminado amadeirado divide o quarto da salinha. Ali, as profissionais colocaram uma peça inusitada: juntaram três colchões boxes e deixaram apenas um dos conjuntos completo com a base e o colchão. Depois cobriram tudo com uma capa de veludo turquesa para proporcionar a sensação de peça única. A parte baixa recebeu almofadas e funciona como sofá. No alto, a cama de convidados foi arrumada com colcha de seda listrada azul. O painel com a foto estilizada de MotoCross não deixa dúvidas – é uma atmosfera absolutamente masculina.
  • Studio e varanda do studio. Salta aos olhos a aparência luxuosa do loft criado pelo arquiteto Nardim Junior. Fruto de uma mistura elegante de cores calmas com detalhes escuros e móveis de tom entre o clássico e o contemporâneo, a sala de jantar promete cerimônia na hora das refeições. Toda de aço inox, a mesa de jantar com tampo de vidro preto aparece ladeada por cadeiras revestidas de veludo bege queimado e poltronas com folha de ouro forradas de jacard floral preto e bege. No fundo, aparador espelhado. Para completar, piso de mármore travertino romano bruto e um antigo pendente francês de bronze e cristais tchecos.
  • Espaço VPM À primeira vista, o ambiente planejado pelo arquiteto Leo Romano causa certo estranhamento. Espelhos vestem os móveis, todas as paredes e cobrem o teto por inteiro. Além de refletir as luminárias e samambaias, reproduzem também infinitas imagens, algumas fragmentadas, de quem entra no lugar, tirando assim qualquer referência de espaço do visitante. Provocativa, a proposta para lá de conceitual revela a preocupação do profissional em experimentar e, ao mesmo tempo, apontar um caminho sensorial para a decoração.
  • Apartamento Via. Com o desejo de criar um lugar de visual contemporâneo sintonizado com as tendências internacionais, a designer May Moura escolheu cores fortes e estampas marcantes para compor seu living. Desenhado pelo designer Marcelo Rosenbaum, o sofá forrado de linho berinjela contracena com o tapete de lã trazido do Paquistão e com as poltronas revestidas com tecido exclusivo criado pelo Studio Stamp. Para deixar o espaço ainda mais vibrante, ela colocou dois pufes Missoni ao lado do abajur de galhos e cúpula de pergaminho importado da França. De Juliana Lussá, a mesinha lateral de cedro certificado apoia luminária com base de cristal. Do outro lado do sofá, mesinha do Estúdio Bola aceita o abajur dourado garimpado em um antiquário.
  • Brinquedoteca. Encanta o clima mágico do lugar. De olho na sustentabilidade, a arquiteta Renata Dutra lançou mão de ideias criativas para compor um espaço interativo com as crianças. As paredes foram cobertas de adesivos que representam a integração da cidade com a natureza. De um lado, o desenho de uma casinha cuja horta é formada por vegetais de pelúcia dispostos sobre os degraus. No fundo, os animais da floresta têm os olhos iluminados por feixes de luz. Para manter tudo organizado, alçapões camuflados no palco de teca de reflorestamento escondem parte dos brinquedos. O resto fica à disposição nos degraus, que aqui assumiram a função de bancos.
  • Home Theater. Pensado para oferecer conforto, o espaço da arquiteta Walléria Teixeira prima também pelo bom gosto. Junto dos pufes, o sofá de linhas retas forrado parte com linho cru e bordado preto e parte com linho preto liso forma um aconchegante lugar para se jogar durante a exibição dos filmes. É dividido ao meio por mesa de mármore travertino romano que acomoda a lareira ecológica e depois se junta à mesa de jantar revestida de madeira de demolição. O pendente Sky Garden, criado pelo designer Marcel Wanders com cúpula de metal no tom ferrugem e detalhe floral esculpido em gesso, se contrapõe às cadeiras estilo medalhão que receberam linho cru. Preso ao pilar, o balcão suspenso apoia o laptop programado com um extenso arquivo de filmes para dar início à sessão.
  • Joalheria. Burle Marx inspirou a busca da arquiteta Elma Aragão, da designer de interiores Andréa Maimoni e da artista plástica Janaína André por um espaço em harmonia com a natureza. O piso de bambu dialoga com o papel de parede de palha sintética e forma um painel no teto onde foi aplicada a iluminação pontual. Além de sustentável, a solução empresta calor ao ambiente bolado para valorizar tanto as joias, expostas nas estantes brancas, quanto as plantas e peças de arte distribuídas pela área. O grafismo presente no adesivo de vinil integra o modernismo do prédio e o estilo empregado pelo paisagista.
  • Loft da 3ª idade. Além de iluminação, persiana e cama automatizadas, o ambiente planejado pelo arquiteto Helio Albuquerque e pela designer de interiores Sonia Peres exibe uma seleção elegante. A mesa de jantar com tampo espelhado recebe cadeiras de laca preta fosca revestidas de seda rústica. Companhia perfeita para o confortável sofá forrado de linhão bege, as duas poltronas de ar clássico de veludo e a mesa de centro de dois andares com tampo de vidro e base de madeira. Integrada ao living, a cozinha explora marcenaria em tom amadeirado para combinar com as bancadas de quartzo. A claridade natural vem do jardim de inverno idealizado com plantas de que Burle Marx tanto gostava.
  • Banhos públicos – pavimento superior. Atrás da pia, mural formado por 18 espelhos curvos reflete a sanca de gesso de tom roxo-azulado que ganhou adesivos amarelos com estampa estilizada do calçadão de Copacabana. Por causa da iluminação, a peça parece solta da parede. Como os arquitetos Michelline Calatroni e Ricardo Meira buscavam uma atmosfera alegre, pincelaram a área feminina de tinta no tom tomate-seco e reservaram o roxo-azulado para o banheiro masculino. As divisórias de vidro ganharam o mesmo adesivo da sanca. No chão, o piso de porcelanato imita madeira.
  • Ótica. A composição acertada das cores dá identidade visual à loja. O designer de interiores Flavio Werneck e o decorador Rogério Cavanellas foram buscar nos anos 50 referências para criar o ambiente contemporâneo com leve toque retrô. Pintaram paredes com tinta acrílica metalizada com textura escovada, só uma ganhou pastilha cor de bronze, e cobriram o chão com porcelanato. Móveis de madeira de linhas retas com acabamento de laca e couro revelam cuidado com a marcenaria. Luminárias circulares dançam no teto.
  • Lounge. Nesta sala, bom senso e sensibilidade guiaram o trabalho da designer de interiores Kely Carvalho na busca por um espaço agradável para a chef de cozinha acolher os amigos entre taças de vinho e quitutes gostosos. Uma prateleira de MDF com revestimento melamínico se aproveita do pé-direito de 5 m para acomodar a coleção de arte da moradora, livros de gastronomia e objetos garimpados em viagens pelo mundo. A laca preta cobre parte do móvel e forma o painel que sustenta a TV. Em respeito ao meio ambiente, a profissional reformou um velho sofá e o forrou de linho claro para contracenar com a poltrona reclinável e giratória de xantungue preto. Note como o tapete de fibra e lã delimita o ambiente.
  • Consultório. O arquiteto Guilherme Rodrigues selecionou uma base neutra para criar uma atmosfera discreta e acolhedora na medida certa na sala de espera do médico. Palha natural reveste paredes e porcelanato o piso. Os móveis de linhas retas desenhados pelo profissional se ajustam ao espaço de dimensões reduzidas decorado sem excessos. Juntos, arranjos de flores e de folhagens evocam um pouco de natureza. Dentro do consultório, essa proposta fica a cargo do jardim vertical atrás da escrivaninha.
  • Loft sustentável. Tem a bandeira verde o ambiente de 110 m² que leva a assinatura do arquiteto Henrique Bezerra. Móveis reciclados se aliam à claridade natural em abundância, às lâmpadas fluorescentes e aos leds, à ventilação cruzada e às tintas à base de água para garantir o tom engajado deste ambiente. Tudo aqui é ecológico – do reúso de água das torneiras e do chuveiro para o vaso sanitário ao telhado verde, que reduz a transmissão de calor para os espaços internos, e à orientação do loft, implantado de forma a priorizar a máxima eficiência térmica.
  • Concierge. Réguas de madeira reaproveitadas de antigas carrocerias de caminhão enriquecem o visual o projeto da arquiteta Maria Fernanda Del’Isola e das designers de interiores Maria Annita Brandão e Ana Paula Ervilha. Preocupadas com o meio ambiente, elas trataram de fazer escolhas sustentáveis. A poltrona é forrada de couro sintético, a mesinha lateral, de madeira certificada e a delicada bandeja de ferro batido foi achada em um antiquário. Duas pontas antigas de portão, um globo aramado, os potinhos orientais e o vaso de cristal com base de prata sobre a peça enchem de bossa o lugar.
  • Jardim do boulevard. Desperta boas sensações o espaço povoado por plantas que o paisagista Burle Marx tanto admirava. Entre as mais de 20 espécies plantadas ali, pencas e pencas de bromélias e filodendros se espalham pelo jardim dos paisagistas Afonso Henríquez e Eduardo Troncoso e da arquiteta Márcia Troncoso. Para percorrer seus 400 m², uma trilha formada por réguas de ipê de demolição se insinua pelos canteiros bem desenhados que enfeitam a área externa de cinco ambientes da mostra.
  • Hall e bilheteria. Sem receio de ousar, o arquiteto Miguel Gustavo projetou um ambiente onde a cortina de voal azul-céu é a grande sensação. O tom celestial produz um contraste vibrante com o sofá de xantungue roxo, o tapete oriental de patchwork amarelado e o pendente dos anos 40, garimpado em um antiquário, que cai sobre a mesa de centro de laca bege e tampo de vidro espelhado de bronze. Os outros estofados, de linhas limpas e cores calmas, foram distribuídos simetricamente ao redor.
  • Cozinha. O projeto do arquiteto Ney Lima é luminoso. Ele tirou partido da volumetria, das formas e das proporções para desenhar um ambiente de beleza contemporânea. A escultural bancada de inox em balanço alcança as paredes com seus 6 m de comprimento, que acomodam nichos para talheres, pratos, escorredor, temperos e um espaço para rápidas refeições. Predominantes, os tons escuros ficam felizes com a entrada dos armários suspensos de laca tingidos de vermelho vivo. Madeira e porcelanato metalizado geram uma parceria esperta no revestimento de piso e paredes.
  • Pizzaria. O espaço incorporou o espírito chique rústico que a designer de interiores Caroline Mendonça imaginou. Em prol dessa busca por uma arquitetura mais orgânica, ela privilegiou tijolos de adobe feitos de barro tirados do próprio local da obra para erguer as paredes rasgadas por grandes painéis de vidro que deixam a luminosidade natural entrar. Telhas de fibra natural e madeira certificada misturadas a pranchas retiradas do deque da piscina do Clube do Servidor. Em harmonia com essa cena engajada, cadeiras de fibra natural envolvem as mesas com estrutura de metal e tampo de vidro. Iluminação quente reforça o ar de aconchego.
  • Espaço gourmet. Uma combinação ousada de materiais rendeu a atmosfera elegante no espaço da designer de interiores Cybele Barbosa. Ali, madeira, pedra, aço e vidro se mesclam com propriedade. A parede de pedra bruta é suavizada por cortina de vidro que desvenda o jardim lá fora. Para garantir dose extra de conforto, a profissional adotou sistema automatizado de controle da luz, som, cortina e ar-condicionado. Móveis de ar requintados surgem ao lado de bancadas e nichos de material sintético e dos dois quadros vivos que homenageiam Burle Marx.
  • Quarto do casal. Sobriedade, luxo e aconchego aparecem em equilíbrio no espaço pensado pela arquiteta Circe Milano e pela designer de interiores Cilda Oliveira para oferecer bem-estar e estimular o convívio a dois. Com essa ideia na cabeça, elas dividiram o espaço em três ambientes – o dormitório, o closet, com área de maquiagem, e o relax, com spa, cantinho de leitura e lugar para um preguiçoso café da manhã. Armários planejados automatizados com portas de couro, detalhes de laca preta e espelho chamam a atenção ao lado do painel espelhado com moldura de tacos de madeira de demolição na cabeceira da cama toda de seda. Forrado de camurça cinza, o pufe incrementa o décor.
  • Banho de festas feminino. Cheio de detalhes bem cuidados, o espaço assinado pelas designers Silvana Monte Rosa e Jemima Andrade e pelo arquiteto João Andrade esbanja comodidade e bossa. Demarcado por rodapés de 30 cm, o piso de porcelanato com detalhes de pastilhas em tom bege-dourado dialoga com a parede revestida de placas que lembram um mármore mais rústico desenhada com nichos para dois jardins de orquídeas. Em frente à bancada de maquiagem, confortáveis cadeiras de couro preto e poltronas de tecido bege com bordado preto feito à mão convidam para uma pausa. Pendentes de cristal Swarovski viram atração.
  • Banho de festa masculino. Para aguçar os sentidos e deixar tudo mais descontraído, as designers de interiores Albenisia Monteiro e Marilza Gomes e os arquitetos Bruno Rines e Marcus Coelho inventaram muitos detalhes no acabamento das paredes. Sem abusar das cores, escolheram um marmorato cinza-chumbo para a base e montaram painéis de formas e tamanhos diferenciados com quadradinhos feitos de sobras de pedras por uma comunidade de artesãs da Paraíba. Depois acrescentaram pedaços de vidros adesivados com imagens de samambaias e estrelítzias, algumas das espécies preferidas do paisagista Burle Marx. Piso de porcelanato, iluminação cênica e vasos com belos buxinhos deixam essas ideias ainda mais bonitas.
  • Espaço SEBRAE. A arquiteta Viviane Dománico projetou uma sala de estar para mostrar os produtos feitos por artesãos representados pelo Sebrae. Em homenagem a Burle Marx, adesivos que remetem à mata Atlântica no teto e na parede criam belo visual sobre a mesa de estilo colonial. Em contraposição, o sofá de desenho contemporâneo forrado de couro ecológico branco e a chaise retrátil ajudam a destacar as almofadas coloridas produzidas por eles. A mesa lateral de laca no tom café e vidro e a mesinha de metal também ajudam a expor as peças. Luminárias de pergaminho e pontos de espelho bronze dão um toque charmoso a mais.
  • Papelaria. Como a ideia era dar grande destaque aos produtos à venda, a arquiteta Karla Amaral deixou o branco tingir paredes, móveis e pisos. Resultado: o ambiente esbanja leveza. Para fugir um pouco do ar monocromático, suaves pinceladas de prata e magenta. O toque meigo veio com os ursinhos espalhados pelas prateleiras e balcão junto das caixas, lápis e cadernos. Piso de porcelanato deixa o destaque para a bancada de material sintético. Luminárias de folhas de papel, assinadas por Steve Lechot, são um curinga nesta decoração.
  • Deck do barco. Elementos circulares e materiais rústicos remetem ao mar. Em busca de paz e contemplação, a arquiteta Mariana Monteiro investiu numa linguagem discreta. Aproveitou a leve inclinação do terreno para assentar ali a varanda, ornamentada por bancos longos, piso de granitina cor de palha – alusão à areia da praia – e corda de sisal, elemento típico em deques de barcos. O paisagismo trilha o mesmo caminho. Em meio ao gramado, uma profusão de palmeiras anuncia esse clima beira-mar que o barco confirma. Detalhe criativo: árvores típicas do cerrado de aço oxidado reaproveitado, criadas pelo artista Nem Soares.