[img0] Muitas pessoas se arrepiam ao ouvir as palavras reforma ou construção. De fato, são duas empreitadas que consomem energia, recursos e, infelizmente, é comum esbarrar no desperdício. Mas você pode reduzir - e muito - a margem de perdas se tomar alguns cuidados simples.
Descubra, a seguir, os pontos vulneráveis de uma obra e economize material, tempo e dinheiro, sem perder o rebolado e o bom humor.
Projeto bem pensado
Falhas na concepção e na execução são responsáveis por até 10% dos custos da construção de uma casa. A solução é investir em um bom projeto, comprar itens de qualidade e monitorar a obra;
Bom gerenciamento de obra
A fase de projeto, seja ele arquitetônico, elétrico ou estrutural, é a mais importante para evitar gastos desnecessários. No entanto, é preciso que as soluções técnicas sejam apropriadas, gerenciadas e executadas por mão-de-obra capacitada;
Cálculo de materiais
A falta de projeto adequado resulta, ainda, no cálculo incorreto de materiais e mão-de-obra, gerando distorções de custos e cronogramas. E mais, os materiais empregados devem ser especificados e quantificados para que a aquisição do lote seja feita de uma única vez, garantindo sua homogeneidade e exata quantidade. O fundamental é não ter funcionários parados por falta de material nem criar novos gastos com frete;
Canteiro nota dez
Um canteiro de obras organizado vale ouro. Assim, menor será a chance de haver desperdício. O princípio básico é manter os materiais protegidos de furtos, intempéries, riscos de acidentes e em local de fácil acesso. Quer um exemplo? Somente no trajeto dos blocos e tijolos do fornecedor até a obra é responsável por uma perda média de 13%, podendo chegar a 48%. Confira ainda outras recomendações de especialistas:
- Se vários profissionais trabalham ao mesmo tempo - pedreiro, encanador, assentador -, a obra tem de oferecer meios físicos para um não atrapalhar o outro;
- Deixar os produtos na rua pode provocar furtos, além de multas da prefeitura (caso atravanquem a passagem). O ideal é ter o muro pronto o mais cedo possível ou uma estrutura temporária, mas resistente, como um pequeno galpão trancado a cadeado;
- Evite o transporte inadequado. Para tanto, prefira um fornecedor de confiança, confira se utiliza caminhão apropriado e avalie o estado do material na hora da entrega. Cuidado também com o carrinho de pedreiro: mal preparado, pode criar uma trilha de blocos quebrados do local até a obra;
- A dupla argamassa e gesso responde por grandes perdas no canteiro. Areia, cimento e cal podem ser levados pela chuva ou danificados pela umidade se forem armazenados de modo incorreto. Por isso, oriente a mão-de-obra a só produzir aquilo que de fato será utilizado no mesmo dia;
- Revestimentos cerâmicos costumam ser outra fonte de desperdício e uma tendência atual aumenta o problema - as placas estão maiores. Dos tradicionais azulejos de 15 x 15 cm chegamos aos de 60 x 60 cm. Ter de recortar peças é uma fonte potencial de perda, ainda mais quando elas cresceram e encareceram. Sem planejamento, o prejuízo por cortes chega a 50%;
- Na hora de comprar materiais para sua obra, solicite ao vendedor que esclareça na nota fiscal as especificações dos produtos bem como quantidades e metragem;
- No caso do tijolo, verifique se consta na nota a informação de que ele segue os padrões da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Dessa forma, se uma peça for diferente de outra, é mais fácil comprovar a irregularidade. No caso de pisos e azulejos, veja se as caixas contêm o nome do fabricante e a metragem exata. Já o cimento precisa vir com o prazo de validade, pois é perecível. Atitudes como essa facilitam o ressarcimento de possíveis prejuízos com mais facilidade.
- De acordo com o Procon, é possível fazer a troca de um produto em até noventa dias (contando a partir da data da compra), se constatado defeito de fabricação nesse período. Depois desse prazo, o lojista não tem obrigação legal de substituir o material.
- Fique atento, pois em construções feitas sem arquiteto nem engenheiro, a perda de materiais é duas vezes maior que em obras regulares.
Confira as modalidades de crédito oferecidas pela Caixa para quem precisa comprar material de construção:
Carta de Crédito FGTS - Individual
Consulte, no site da Caixa, o índice de custos da construção civil por estado ou região brasileira.