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“Entramos com a casa em ruínas e fomos descobrindo suas características originais aos poucos”, conta Iuri Sarmento. Todos os materiais em boas condições, como telhas, madeiras de sustentação e piso, foram reaproveitados. As peças muito danificadas foram substituídas por outras antigas, sobras de demolição. O pé-direito da sala de 3 m valoriza as portas originais. Sofás do Armazém da Época.
Portas originais
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A parede raspada exibe uma camada antiga de pintura, anjo do francês Popof e tela de Iuri Sarmento.
Sob a pintura
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Na sala de jantar, os afrescos combinam com móveis da família do artista plástico Iuri Sarmento, de origem mineira.
Afrescos na sala
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No ambiente voltado para a frente da casa, uma saleta de estar bem iluminada e abençoada pelo são João pintado pelo artista plástico Iuri Sarmento.
São João
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Todas as portas exibem bandeiras trabalhadas de ferro ou madeira. A cada remoção de material, surgiam boas surpresas: depois de retiradas várias camadas de tinta com bisturi, afrescos antigos revelaram uma história que passou anos escondida, mas não se apagou. Iuri Sarmento e Eduardo Rosa optaram por deixá-los à mostra e realçá-los, pintando todas as paredes em volta de branco.
Bandeiras trabalhadas
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As janelas – mais de 30, distribuídas pelos três andares – deram trabalho. “Nenhuma funcionava!”, relembra Iuri Sarmento. Restauradas, hoje todas contribuem para a autenticidade arquitetônica da construção. Aqui, generosa claridade entra pelas janelas amplas com vista para o jardim no fundo da casa. Sobre a mesa, pendente de porcelana.
Janelas amplas
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Nos fundos, a área externa se liga à casa por um corredor estreito, que abre espaço para o jardim e funciona como uma pequena cozinha. Ali, a mesa está sempre pronta para receber os amigos no café da tarde.
Pequena cozinha
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A fachada ocupa toda a largura do terreno. Na altura da sala de jantar, há um estreitamento da área construída para abrigar um jardim lateral, que na parte de trás da casa se alarga e ganha a forma de um quintal quadrado.
Quintal quadrado
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Iuri Sarmento trabalhando em seu ateliê no terceiro andar do casarão.
Ateliê
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De seu ateliê, no terceiro andar, Iuri Sarmento avista telhados do Centro Histórico.
Vista do Centro Histórico
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O casarão do século 18 foi reformado nos anos 1930 e ganhou fachada art déco. Na casa, com 9 m de frente e quase 32 m de comprimento, a restauração começou pelo telhado.
Casarão do século 18
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O artista plástico Iuri Sarmento (à esquerda) e o estilista Eduardo Rosa
Os moradores
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Em Santo Antônio, o estilo interiorano de morar é privilégio raro em uma cidade de 3 milhões de habitantes. Por isso mesmo, o bairro está atraindo muita gente. A apresentadora Regina Casé comprou duas casas por lá. O artista plástico Eckenberger já mora no bairro, assim como a estilista Marcia Ganem. Aos poucos, o bairro vem sendo descoberto, inclusive pelo cinema nacional: os filmes Ó Paí Ó, Quincas Berro D’água e Capitães de Areia foram filmados em suas ruas. O preço dos imóveis não para de subir, mas órgãos do governo e os moradores estão empenhados em impedir que a especulação imobiliária acabe com o charme local. As fachadas estão garantidas e o calçamento também – agora luta-se para que a fiação da rua seja embutida. À mostra mesmo só a beleza das casas e o estilo de vida mais tranquilo.
Sobre Santo Antônio