Revista Arquitetura & Construção Edição de Junho de 2009
MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO

Saiba onde usar cada tipo de madeira

Espécies nativas e de reflorestamento: é possível construir sua casa sem desrespeitar a natureza.

Por Danilo Costa, Deborah Apsan e Edson G. Medeiros
Fotos madeira: Eduardo Pozella

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[img0]Quando todos os olhares se voltam para o desmatamento das florestas brasileiras, o uso de madeira nativa é posto à prova. Estudiosos da área, no entanto, afirmam que a solução não está em bani-la da obra. “Proibi-la significa atestarmos que a nossa floresta não tem valor”, avalia o engenheiro florestal Reinaldo Herrero Ponce, de São Paulo. “É preciso ressaltar a importância de uma aquisição consciente”, diz o engenheiro paulista Edo Callia, da Callia Estruturas de Madeira. Ela começa pela seleção dos fornecedores. Por isso, nesta reportagem, ao lado das espécies ideais para a estrutura da casa você encontra o nome de madeireiras indicadas por profissionais. Também vale recorrer ao novo sistema Cadmadeira (Cadastro de Comerciantes de Madeira no Estado de São Paulo), com madeireiras paulistas identificadas pelo Certificado Madeira Legal, da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Esse atestado comprova a responsabilidade ambiental dos produtos do estabelecimento. Clique em Madeira Legal aqui. Abaixo, fique por dentro das melhores espécies para estruturas, telhados, madeira de reflorestamento e das nativas e certificadas. Depois, leia as respostas para as principais dúvidas sobre madeira e confira alguns projetos de casas com estrutura feita deste material. Aproveite e assista ao vídeo com a entrevista de Marcos Acayaba, arquiteto que costuma usar madeira em seus projetos.

Para a estrutura da casa
Para a estrutura da casa, o melhor são as opções de alta densidade. “Em geral, quanto mais pesada, maior a resistência mecânica e a durabilidade”, explica Luis Carlos Zanchet, da Zanchet Madeiras, de São Paulo. Estas espécies nativas têm densidade e resistência altas ao ataque de fungos e cupins – menos a tatajuba, de densidade e resistência médias – e documento de origem florestal (DOF). Clique na foto ao lado para saber o preço e onde estas espécies são vendidas. 

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Boas para o telhado
No telhado, garapeira é bem-vinda. “Mas ela deve ficar protegida da chuva, pois apodrece rápido”, alerta Sérgio Rodrigues, da Madercom, de São Paulo. Segundo Luis Carlos, o cambará é indicado, mas pede atenção. “Seu alburno [parte periférica do tronco] tem muito amido, alimento de cupim. Por isso, proteja bem a madeira”, alerta. Ele lembra que a cupiúba e o angelim-vermelho, extremamente resistentes, têm o problema do mau cheiro. “Dizem que o odor diminui, mas na verdade é o olfato que se acostuma”, conta. “Só sugiro usá-los com stain, cobertos por forro e longe da umidade, que aumenta o cheiro”, adverte Luis Carlos. Clique na foto ao lado para saber o preço e onde estas espécies são vendidas.

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Espécies de reflorestamento
Para equilibrar o consumo de árvores nativas, desde os anos 60 o Brasil passou a contar com espécies plantadas. “As madeiras de reflorestamento, como pínus e eucalipto, podem ser cortadas com idade entre 10 e 15 anos, enquanto qualquer nativa precisa de mais de 30 anos”, avalia Carlos Alberto Funcia, presidente da Sociedade Brasileira de Silvicultura (SBS), de São Paulo. Segundo ele, temos 6,1 milhões de hectares de florestas plantadas e devemos dobrar esse número em até oito anos. Mas alguns cuidados precisam ser lembrados, já que essas árvores não dispõem de alta resistência natural e pedem tratamento químico em autoclave. Clique na foto abaixo para saber o preço e onde estas espécies são vendidas.

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Nativas certificadas
Há quem defenda que a única forma de ter certeza sobre a procedência legal é comprar madeiras com selos de certificação – só o DOF não bastaria. Eles atestam que a extração de nativas e reflorestadas seguiu planos de manejo sustentável, em que se retiram controladamente as árvores, com baixo impacto ambiental e preocupação social. “Mesmo que certa carga de madeira tenha entrado legalmente em São Paulo, não significa que ela tenha sido produzida de forma legal”, observa Maurício Voivodic, coordenador de certificação de florestas naturais do Imaflora. As espécies ao lado têm densidade e resistência altas ao ataque de fungos e cupins – menos a muiracatiara, com durabilidade menor em relação a cupins. Clique na foto ao lado para saber o preço e onde estas espécies são vendidas. 

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Tire suas dúvidas sobre madeiras
Clique para ver as respostas

Que espécies são indicadas para guarnições e lambris?

Em que tipo de projetos a estrutura de madeira é recomendada? E qual a vantagem dessa opção?

Quais são os principais vilões da madeira e como evitá-los?

Que produtos são recomendados para deixar a madeira sempre bonita?

A oferta de madeira certificada no Brasil é suficiente para a demanda?

Como é possível saber se uma espécie de madeira nativa é licenciada?

Onde consigo informações sobre outras espécies?

Casas com estrutura de madeira

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