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Cabeças de bicho na parede: tá na moda?

No Brasil, muitas casas de fazenda têm cabeça de boi empalhado. Em países europeus, onde a caça é comum, esse costume é para lá de conhecido. Mas, quando três dos ambientes mais chiques de Casa Cor São Paulo expõem animais (de verdade ou de mentira) na parede, fica a questão: é tendência?

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[img0]João Armentano, Marina Linhares e Roberto Migotto usaram cabeças de animais na parede. Armentano colocou um boi no Estar do mirante, Linhares expôs uma cabeça de antílope empalhada na Casa 2 e Migotto brincou com um alce de acrílico na Casa 3. É tendência? Parece que sim. Mas o assunto provoca muita discussão. Leia os depoimentos abaixo ou vá direto para as fotos:

 

João Armentano: "Minha última viagem com minha mulher à Índia foi muito marcante. Como para eles a vaca é um animal sagrado, usei a cabeça de acrílico da Benedixt com uma auréola". 

Marina Linhares:
"Escolhi a cabeça de antílope empalhada porque tinha tudo a ver com a proposta do ambiente. Acho que é uma peça de decoração forte, que deve ser usada apenas dentro de um contexto". 

Roberto Migotto:
"Como meu ambiente faz referência às antigas cabanas da Escandinávia, optei por uma cabeça na decoração, mas preferi esse modelo de acrílico da Éria" 

Roberto Negrete:
"Sou radicalmente contra. A cabeça de animal, mesmo que falsa, simboliza um troféu da caça, a superioridade da raça humana, explica. Eu prefiro acreditar que evoluímos e não precisamos constatar nosso poder através da violência." 

Fábio Galeazzo:
"Gosto das formar lúdicas usadas para apresentar as cabeças. Dependendo do ambiente, dá um toque engraçado, bem humorado. A decoração tem ficado mais despojada e permite esse tipo de brincadeira." 

Fernando Piva:
"Não aprecio cabeças de animais, mas se a personalidade do morador permitir, não vejo nenhum problema. Pessoalmente tenho aflição de animais empalhados, acho as réplicas mais divertidas." 

Pedro Ariel
(redator-chefe da revista Casa Claudia): "o uso vem de países com tradição de caça. No Brasil, aparece em cidades do Sul ou em restaurantes. Com a preocupação ecológica, as cabeças foram abominadas. Hoje, as releituras como o alce de acrílico no ambiente do Migoto, na Casa Cor, são bem vindas, de muito bom gosto."

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